Imagem Estratégica para Empresários: Método, Autoridade e Negócio
- Marcela Burgos

- 19 de jan.
- 4 min de leitura

2012: Eu achava que consultoria de imagem era só sobre roupas bonitas. Eu estava errada.
Quando comecei a atuar como consultora de imagem em 2012, não imaginava que o bichinho do empreendedorismo iria me picar.
Não sei se foram os desafios de atuar em uma profissão pouco conhecida no interior de São Paulo ou o fato de ser uma profissional inquieta demais para aceitar respostas prontas.
Mas ele me picou.
E foram anos testando o modelo de negócios da consultoria, questionando inclusive a imagem tida como "ideal" de uma consultora de imagem e estilo.
Sabe quando você percebe que domina a técnica, mas algo ainda não encaixa?
Foi aí que entendi: somente a técnica não seria suficiente para prosperar com o meu negócio.
O tempo foi passando e eu fui desvendando, quase por acidente, os fundamentos para ter um negócio sólido e rentável neste mercado.
Até que me deparei com algo que mudaria completamente a minha jornada profissional e a maneira como atendia meus clientes:
Ter uma imagem sólida reduziria o ROI e o CAC do meu negócio e que liderar pessoas exigia mais do que competência: exigia presença visual de autoridade.
Em outras palavras: me vestir para além das minhas preferências pessoais facilitaria a conexão com meu público e aumentaria a percepção de valor do que eu oferecia.
Não era sobre gostar ou não gostar de uma roupa. Era sobre comunicação estratégica através da imagem.
Naquela época, eu ainda usava as metodologias tradicionais da consultoria — os sete estilos universais, arquétipos clássicos, análise de coloração pessoal.
Ferramentas valiosas, sem dúvida.
Mas percebi que elas não traziam subsídios suficientes para criar estratégias de imagem verdadeiramente sólidas e consistentes para meus clientes empresários.
Faltava uma camada de profundidade.
Faltava olhar para o negócio deles, não apenas para o guarda-roupa.
Foi então que desenvolvi meu próprio método de atendimento.
Uni conceitos da consultoria de imagem tradicional com novas ferramentas de investigação que criei com um olhar voltado para o universo empresarial e de liderança.
Comecei a estudar o negócio do cliente. Seu nicho de mercado. Seu público-alvo. Os arquétipos de marca que ele desejava comunicar.
Porque imagem pessoal desconectada de imagem corporativa é como falar duas línguas diferentes ao mesmo tempo.
As pessoas não entendem. E pior: não confiam.
E então, ela entrou no meu escritório.
Empresária de materiais de construção. Negócio próspero, lucrativo, bem posicionado.
Loja toda projetada para entregar uma experiência diferenciada. Público? Majoritariamente mulheres.
Mas quando olhei para ela, vi a contradição.
Sua imagem não condizia com o cargo que ocupava, com o público que atendia, nem com a maneira como gostaria de ser tratada pelos próprios funcionários.
Em um dos nossos encontros, ela me contou algo que me marcou:
"Por passar uma imagem de 'mulherão', sou eu que carrego as compras pesadas do carro. Eu mesma. A dona da empresa."
Ela pausou.
"Geralmente, pessoas bem-sucedidas não se esforçam tanto fisicamente, né? Sempre tem alguém para ajudá-las. Mas comigo, ninguém oferece ajuda. Mesmo eu tendo muito sucesso com minha empresa, meus funcionários não me enxergam com o respeito que mereço."
Aquilo foi um gatilho para ela.
E foi revelador para mim também.
Não era sobre força de vontade. Não era sobre impor autoridade gritando.
Era sobre leitura visual inconsciente.
Ao longo da consultoria, diagnostiquei que o rosto e o corpo dela naturalmente comunicavam força, robustez, disponibilidade para "colocar a mão na massa".
Características que, em outro contexto, seriam positivas.
Mas que, no caso dela, ofuscavam sua posição de liderança e criavam uma mensagem silenciosa:
"Pode me tratar como igual, não como chefe."
Para atingirmos seus desejos de imagem — demonstrar feminilidade, respeito e autoridade — ajustar a leitura visual do fio do cabelo ao dedão dos pés era necessário.
Não para esconder quem ela era.
Mas para que as pessoas enxergassem quem ela realmente era: uma empresária bem-sucedida, uma líder respeitável, uma mulher que construiu um império.
Semanas depois, ela me ligou.
A voz estava diferente.
"Sabe o que aconteceu hoje? Cheguei com as compras no estacionamento e três funcionários vieram me ajudar. Sem eu pedir. Pela primeira vez."
Ela riu.
"Eles não mudaram. Eu não mudei por dentro. Mas a imagem que projeto mudou tudo."
Ao longo de mais de uma década atuando como consultora, ajudei inúmeros empresários a construir uma imagem autêntica, com mais verdade e impacto.
Imagem Estratégica para Empresários: Método, Autoridade e Negócio
E este é um dos principais serviços que ofereço na Estillo e Companhia:
Guiar líderes que almejam se destacar no mercado de maneira fiel à sua personalidade, mas sem deixar de lado seu negócio, sua empresa, seu posicionamento estratégico.
Porque sua imagem não é sobre você.
É sobre como o mundo lê você — e como essa leitura abre ou fecha portas.
Deixo uma pergunta:
Sua imagem hoje comunica o nível de respeito e autoridade que você já conquistou?
Ou ainda carrega mensagens de quem você era antes de chegar onde está?




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